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Como dar corda e cuidar de um relógio automático

Um relógio automático bem cuidado atravessa gerações, não é raro um Orient dos anos 1970 continuar marcando as horas no pulso de um neto. A boa notícia: cuidar de um automático é mais simples do que parece. São poucos hábitos, e nenhum deles complicado.

Dando corda do jeito certo

Se o seu automático ficou parado por um dia ou mais, ele provavelmente esgotou a reserva de marcha (a energia armazenada na mola, em geral cerca de 40 horas). Para acordá-lo:

  1. Tire o relógio do pulso. Dar corda com ele no braço força a coroa lateralmente e desgasta o mecanismo.
  2. Gire a coroa em sentido horário, na posição normal (sem puxar), cerca de 20 a 30 voltas. Nos calibres Orient com corda manual, como o F6922, você sentirá uma leve resistência, é o normal.
  3. Acerte a hora girando os ponteiros sempre para a frente, e evite ajustar a data entre 21h e 3h: nesse intervalo, o mecanismo de calendário está engatado e pode ser danificado.

Depois disso, o uso diário mantém a corda: o rotor interno gira com o movimento do seu braço e recarrega a mola continuamente. Nos modelos de fundo transparente, e principalmente nos esqueletos, dá para ver esse balé acontecendo.

Dica: alguns modelos, como o clássico 3 Estrelas, não têm corda manual, nesse caso, balance o relógio suavemente na horizontal por alguns segundos e ele voltará a funcionar.

Água: respeite o limite do seu modelo

Resistência à água não é tudo igual. Um diver de 200 m, como os da linha Sport Sea, nada, mergulha e não reclama. Já um social de 30 m tolera respingos, e só. Duas regras valem para todos:

Inimigos silenciosos: ímãs e impactos

O maior vilão moderno do relógio mecânico é o magnetismo. Caixas de som, fechos magnéticos de bolsas e capas de tablet podem magnetizar a espiral do relógio e fazê-lo adiantar minutos por dia. Mantenha distância, e, se acontecer, a desmagnetização é um procedimento rápido em assistência técnica.

Impactos fortes também merecem respeito: o automático aguenta a vida real, mas tênis, golfe e afins transmitem choques secos ao mecanismo. Para o esporte, prefira deixá-lo descansando, ou use um G-Shock, que nasceu exatamente para isso.

Relógio mecânico é como instrumento musical: não exige devoção, exige constância.

Rotina de conservação

Onde a garantia entra nisso

Comprando em uma loja oficial, o seu relógio chega com garantia oficial e nota fiscal, e qualquer ajuste dentro do período é feito sem custo pela rede autorizada. É também a segurança de que as peças e os óleos usados em qualquer manutenção são os corretos para o seu calibre.

Dúvida sobre o seu modelo específico? Fale com a Finesse pelo WhatsApp, orientar faz parte do nosso trabalho.

Bambino, Mako ou Ray: qual será o seu primeiro Orient

Todo entusiasta de relógios lembra do primeiro automático. E, para uma quantidade impressionante de pessoas no mundo inteiro, esse primeiro automático foi um Orient, quase sempre um Bambino, um Mako ou um Ray. As três linhas se tornaram clássicos por um motivo simples: entregam relojoaria japonesa de verdade por um preço honesto. A questão é: qual delas combina com você?

Bambino: o cavalheiro

O Bambino é o social por excelência. Caixa polida e limpa, mostrador abaulado que lembra os relógios dos anos 1950, vidro curvado, pulseira de couro. É o relógio que funciona com camisa e paletó, mas que também eleva uma camiseta branca básica.

Se o seu dia a dia envolve escritório, reuniões e ocasiões em que a elegância conta pontos, o Bambino é praticamente imbatível na faixa de preço. É também o mais fino dos três, desliza sob o punho da camisa sem esforço. E as versões são muitas: do clássico com numerais romanos ao Version 6, com mostrador azul profundo.

Mako e Kamasu: os aventureiros

O Mako é o mergulhador da casa, resistência de 200 metros, luneta giratória, ponteiros e índices generosos de luminosidade. É robusto de verdade: feito para piscina, mar, trilha e para a vida real, onde relógio bate em batente de porta.

O Kamasu (também chamado de Mako III) é a evolução da linha, com vidro de safira, raridade absoluta na faixa de preço e mostradores que brincam com a luz. Esteticamente, são o esportivo clássico: presença no pulso, versatilidade para usar com quase tudo e aquele charme de relógio-ferramenta.

Ray: o irmão de personalidade

O Ray II compartilha o DNA de mergulho do Mako, mesma resistência, mesmo calibre automático F6922, que permite dar corda manualmente e ajustar a hora com a parada do ponteiro de segundos (hacking). A diferença está no rosto: índices circulares que lhe dão um visual mais utilitário, lembrando os mergulhadores clássicos.

Entre Mako e Ray, a escolha é quase sempre estética. Nosso conselho: olhe os dois lado a lado e note qual deles faz você olhar duas vezes. É esse.

Não existe linha errada. O Bambino veste a ocasião, o Mako acompanha a aventura e o Ray tem personalidade própria.

Comparando os três

  Bambino Mako / Kamasu Ray II
Estilo Social / clássico Esportivo / diver Esportivo / utilitário
Resistência à água 30 m (respingos) 200 m (mergulho) 200 m (mergulho)
Movimento Automático Automático F6922 Automático F6922
Pulseira Couro Aço Aço
Combina com Camisa, ocasiões Tudo, inclusive água Tudo, com atitude

Como decidir

  1. Pense na sua semana típica. Mais reuniões do que fins de semana ao ar livre? Bambino. O contrário? Mako ou Ray.
  2. Pense no seu guarda-roupa. Couro conversa com tons terrosos e alfaiataria; aço conversa com tudo.
  3. Não pense demais. O primeiro Orient raramente é o último, a coleção tem o costume de crescer.
Resumo da Finesse: para a maioria das pessoas que nos pergunta, a resposta é: Bambino se o estilo pende ao clássico, Mako ou Kamasu se a vida pede um relógio à prova de tudo. E o Ray para quem viu os dois e sorriu para ele.

Qualquer que seja a escolha, aqui ela vem com procedência: somos loja oficial, com garantia e nota fiscal em toda compra. Em dúvida entre dois? Veja os modelos disponíveis ou fale com a gente pelo WhatsApp.